IA no Marketing

Google Marketing Live 2026 mostra que IA no marketing depende de dados, conteúdo e mensuração

Google Marketing Live 2026 trouxe IA Max, Performance Max, Demand Gen, Veo, Meridian e GA4 para o centro da automação, mensuração e uso de dados próprios.

05 jun 2026 26 min

Para empresas que dependem do Google para aparecer, anunciar e vender, o Google Marketing Live 2026 deixou uma mensagem prática: a automação ganhou força, mas ela passa a depender ainda mais da estrutura que alimenta as plataformas. Site, páginas de destino, criativos, feeds, tags, eventos de conversão, CRM e dados próprios deixam de ser peças soltas e entram no centro da operação de marketing.

O evento, divulgado pelo Google em 20 de maio de 2026, reuniu anúncios ligados ao uso de inteligência artificial em marketing, publicidade, comércio digital, criação de anúncios e mensuração de resultados. A cobertura oficial organizou as novidades em torno de Gemini, Pesquisa com IA, Google Ads, YouTube, comércio agêntico, ferramentas criativas, dados próprios, medição avançada e agentes de marketing.

Nesta matéria, os dados numéricos são tratados como informações divulgadas pelo Google no evento ou nos materiais oficiais relacionados. Eles servem para indicar direção, escala e contexto técnico, não para prometer resultado igual para qualquer empresa.

Em resumo: o Google Marketing Live 2026 mostrou que a IA no marketing depende menos de apertar botões e mais de alimentar bem as plataformas. Para empresas, isso significa revisar páginas, criativos, dados próprios, CRM, tags, eventos de conversão, feeds e mensuração antes de ampliar investimento em automação. Na prática, SEO, tráfego pago e análise de dados ficam mais conectados.

Entre os nomes citados nos materiais e na apresentação estão Philipp Schindler, Vidhya Srinivasan, Sean Downey, Gaurav Bhaya, Michelle Pham, John Nicoletti, Nicky Rettke, Ginny Marvin, Josh Moser, Christine Turner e Chris Monkman. Eles aparecem associados a frentes como visão geral do Google, anúncios e comércio, medição, YouTube, criativos e painéis pós-evento.

O evento também citou investimento em infraestrutura do Google, com CapEx de US$ 31 bilhões em 2022 e avanço indicado para a faixa de US$ 180 bilhões a US$ 190 bilhões. O dado entra como contexto de infraestrutura para IA e não como prova de resultado direto em campanhas.

Pesquisa com IA foi um dos principais temas

A Pesquisa com IA apareceu como um dos eixos centrais do Google Marketing Live 2026. Na apresentação, o Google informou que a Visão Geral Criada por IA chegou a 2,5 bilhões de usuários ativos mensais, enquanto o Modo IA passou de 1 bilhão de usuários mensais. A empresa também indicou que as pesquisas no Modo IA dobram a cada trimestre e que as consultas nesse formato tendem a ser três vezes mais longas ou mais detalhadas que as buscas tradicionais.

O Google tratou a mudança como a maior atualização da caixa de busca em 25 anos. A diferença principal está no formato da consulta: em vez de trabalhar apenas com palavras-chave curtas, a Pesquisa com IA passa a lidar com perguntas mais longas, multimodais e contextuais.

O evento citou exemplos ligados a reservas, passagens, apartamentos, tênis de atleta, perguntas com texto, imagem, vídeo e buscas feitas em linguagem mais próxima de uma conversa. Para empresas, a consequência é direta: a marca passa a disputar contexto e resposta, não apenas palavra-chave isolada.

Esse movimento afeta SEO, conteúdo, anúncios de busca e estratégia digital. Uma página que só repete termos genéricos tende a ter menos força em um ambiente no qual o usuário faz perguntas completas, cruza sinais e espera uma resposta mais específica.

Na leitura da Brunna Sousa, a principal mudança para SEO é sair da página feita apenas para palavra-chave e avançar para páginas que respondem perguntas, explicam contexto e deixam claro por que aquela empresa é uma opção segura.

Outro dado citado foi o crescimento de buscas ligadas a ideias, apresentado como 30% mais rápido. Como a formulação exige contexto de tradução e metodologia, o número deve ser lido apenas como sinal de aumento das buscas exploratórias, não como comparação fechada para todo tipo de pesquisa.

Também foi citado o retorno de US$ 6 para cada US$ 1 investido na Pesquisa Google. A informação reforça a força histórica do canal, mas não deve ser usada como previsão de retorno para uma conta específica. Resultado real depende de oferta, orçamento, concorrência, página, rastreamento e modelo de mensuração.

IA Max e Performance Max foram ligadas à nova busca

Na parte de anúncios, o Google apresentou IA Max para Pesquisa e Performance Max como ferramentas ligadas à adaptação das campanhas ao novo comportamento de busca. A cobertura oficial afirma que campanhas com IA, como AI Max, ajudam empresas a participar da conversa em um ambiente de Pesquisa mais contextual.

Segundo o Google, anunciantes que ativam IA Max para campanhas de Pesquisa normalmente veem 14% mais conversões ou valor de conversão com CPA ou ROAS similar. Em contas ainda muito concentradas em palavras-chave exatas e de frase, o aumento típico indicado pela empresa chega a 27%. Esses números ajudam a entender o potencial do recurso, mas dependem da estrutura da conta, dos dados disponíveis, dos criativos e da página de destino.

O ponto técnico não é tratar o número como garantia. A leitura útil é entender onde está a mudança: campanhas passam a buscar intenções mais amplas, termos menos óbvios e combinações de consulta que muitas vezes escapam de uma estrutura rígida de palavra-chave.

O evento também registrou que IA Max e Performance Max podem gerar 15% mais conversões com ROAS similar. A leitura correta é tratar esse número como referência apresentada pelo Google, não como promessa de ganho automático. Esse tipo de resultado depende de contexto de conta, verba, histórico, qualidade de dados, criativos e página de destino.

Entre os exemplos apresentados estão Lufthansa Group e IKEA. No caso da Lufthansa Group, o uso de IA Max foi associado a 24% de retorno do investimento em IA. No caso da IKEA, os dados registram 65% mais cliques sem marca e 28% de ROAS incremental. Esses resultados funcionam como exemplos de aplicação em contas específicas, não como referência direta para empresas de outros portes, setores ou mercados.

Na prática, os anúncios passam a ser tratados como respostas dentro de contextos de busca mais amplos. A campanha não trabalha apenas com a palavra-chave isolada. Ela precisa responder à intenção do usuário, considerando contexto, produto, oferta, página e sinal de conversão.

Para quem opera tráfego pago, o risco é achar que a IA corrige uma campanha alimentada por página fraca, criativo genérico ou conversão mal configurada. A automação amplia o alcance, mas também expõe a qualidade da estrutura que recebe o clique.

Briefing de IA aparece como recurso de controle

Outro recurso citado é o Briefing de IA, apresentado como uma camada de orientação para campanhas com automação. A função é permitir que a empresa informe contexto de marca, público, objetivos, restrições, posicionamento e preferências antes de a IA gerar ou adaptar ativos.

Esse ponto separa automação de abandono de controle. O Briefing de IA funciona como um direcionamento dado à plataforma. A empresa informa o que a IA deve considerar, e a ferramenta usa essas instruções para ajustar campanha, anúncios e ativos dentro do ambiente do Google Ads. Isso não elimina a automação, mas dá à plataforma um contexto melhor para trabalhar.

Para a rotina de marketing, isso muda a responsabilidade do gestor. Não basta ativar um recurso automático. É preciso organizar posicionamento, oferta, público, páginas, criativos e sinais de conversão para que a automação tenha material de qualidade para trabalhar.

Google também apresentou comércio agêntico, UCP e Carrinho Universal

O comércio agêntico foi outro bloco técnico do evento. O Google citou o UCP, ou Protocolo de Comércio Universal, como uma base para conectar agentes e comerciantes. A cobertura oficial também relaciona esse movimento ao Agent Payments Protocol, ao Carrinho Universal e a novos recursos para varejistas.

A função do UCP é permitir que agentes tenham acesso estruturado a informações de lojas, como produto, preço, estoque, conta, fidelidade, pagamento e checkout. O Google apresentou o Carrinho Universal como um carrinho que funciona entre varejistas e serviços como Pesquisa e Gemini.

Segundo o Google, o UCP pode tornar o checkout mais fluido: o usuário pode comprar com Google Pay ou transferir itens para o site do comerciante. A empresa informou que recursos de checkout baseados em UCP seriam testados com varejistas como Nike, Sephora, Target, Ulta Beauty, Walmart, Wayfair e lojistas Shopify, mantendo o varejista como merchant of record.

O Mapa de Compras com mais de 60 bilhões de ofertas indica a escala da base de produtos do Google. Isso não significa, porém, que todos os recursos de checkout, carrinho e comércio agêntico estejam disponíveis em todos os mercados.

Entre os exemplos aparecem Wayfair e Etsy. A Wayfair foi usada para explicar compra com UCP, oferta direta, código único e GPay. A Etsy apareceu em um exemplo de anúncio de Dia das Mães no YouTube com botão Comprar agora e checkout da marca.

Na disponibilidade, o Google informou que o checkout com UCP será levado ao Canadá e à Austrália nos próximos meses e, depois, ao Reino Unido. Por isso, a leitura correta é não afirmar disponibilidade no Brasil quando a documentação oficial não informa esse alcance.

YouTube foi apresentado como canal de performance

O YouTube apareceu no evento não apenas como plataforma de vídeo, mas como ambiente de cultura, busca, criadores, confiança, descoberta e conversão. A cobertura oficial posiciona o YouTube como uma frente para construir marca e gerar performance, com Demand Gen conectando criadores e relevância orientada por IA.

Nos dados divulgados, o YouTube alcança mais de 90% dos adultos nos Estados Unidos. A apresentação também apontou mais de 2 bilhões de Shorts vistos na TV por mês. Outro número citado foi que 45% de quem assiste Shorts não usa TikTok e 65% não usa Reels. Esses números ajudam a entender o peso do YouTube no mercado norte-americano, mas não devem ser transferidos automaticamente para o comportamento de audiência no Brasil.

O papel dos criadores também foi reforçado. Segundo o Google, quando um criador fala de um produto, há 13 vezes mais chance de pesquisa de marca e 5 vezes mais chance de compra. O dado sinaliza a influência comercial de criadores em determinados contextos de campanha, mas não significa que qualquer criador, produto ou vídeo gere o mesmo efeito.

O recurso Pergunte ao YouTube apareceu como exemplo de busca conversacional dentro da plataforma. O exemplo usado no evento envolve uma criança de 3 anos aprendendo a pedalar, para mostrar como o usuário pode fazer perguntas seguidas e receber respostas mais contextuais dentro do YouTube.

Nos dados de jornada, Google e YouTube aparecem em 82% das jornadas de descoberta. A apresentação também registrou que, em 89% das compras, as pessoas usam Google ou YouTube antes da maior rede social ou pulam essa rede. Na comparação de eficiência, Google e YouTube aparecem com ROAS 21% maior que outras mídias. O evento ainda citou o YouTube com mais que o dobro do ROAS de longo prazo e 86% mais eficácia que redes sociais pagas. Esses indicadores dependem de estudo, mercado, metodologia e contexto de medição.

Demand Gen conecta YouTube, sinais de intenção e vendas

A Geração de Demanda, ou Demand Gen, foi apresentada como ferramenta para conectar YouTube, Gmail, Discover, Maps, criadores, feeds de produtos e sinais de intenção. O Google informou novos recursos de Demand Gen para YouTube, incluindo criação multimodal de vídeo no Asset Studio, impulsionamento de vídeos de parceria com criadores e distribuição dinâmica de vídeos de produtos com base em interesse em tempo real.

Os números associados ao produto ajudam a dimensionar o potencial da campanha, mas vêm de recortes específicos. Eles incluem ROAS 10% maior, 12% mais vendas e 30% mais conversões. A documentação oficial também registra que anunciantes com grandes seleções de produtos normalmente veem aumento de 33% nas conversões ao adotar feeds de produtos em campanhas Demand Gen. O contexto informado é específico: dados globais do Google de maio a junho de 2025, para campanhas ativas desde o primeiro trimestre de 2024 com mais de 50 produtos no feed.

Entre os cases citados estão GM, Allianz, Petco, Coach e GAP/KATSEYE. A GM aparece com 3 vezes retorno sobre investimento em uma jornada de compra de carro. A Allianz aparece com 4% de receita incremental ao alcançar viajantes em fase de planejamento. A Coach usou YouTube, criadores e Demand Gen para atingir a Geração Z, com 60% mais reconhecimento global e 6 vezes mais consideração.

O caso GAP/KATSEYE foi usado para mostrar a relação entre cultura, busca, loja e vendas. A ação foi associada a aumento de buscas pela GAP, mais visitas à loja e tickets médios maiores. Esses cases mostram como o Google quer posicionar Demand Gen dentro de jornadas de descoberta, consideração e venda, mas não servem como previsão de desempenho para outras marcas.

Asset Studio e Pomelli foram citados na parte de criação

Na área de criação de anúncios, o Google apresentou o Asset Studio como uma central criativa dentro do Google Ads. Segundo a empresa, a ferramenta funciona como um espaço para desenvolver ativos criativos, multiplicar ideias e escalá-las em Google e YouTube.

O Asset Studio passa a considerar briefing de marketing, diretrizes de marca, site e objetivos para gerar uma variedade de ativos por temas criativos e tipos de asset. O Google também informou que o Gemini Omni, modelo multimodal, será integrado ao Asset Studio para criação de vídeo, e que os ativos poderão ser testados com 1-Click A/B Testing.

O evento também citou Pomelli, ferramenta do Google Labs capaz de gerar imagens e vídeos de marca a partir do URL do site. Outros nomes ligados à criação aparecem na apresentação, como Gemini Omni, Veo, Nano Banana, YouTube Studio, Product Studio, Adobe e Canva.

A apresentação informou que criativos respondem por quase metade das vendas incrementais em determinados estudos citados pelo Google. A leitura prática é que criativo não entra apenas como acabamento visual. Ele influencia performance, testes, variações, entendimento da oferta e escala de campanha. Michelle Pham e a marca Inner Child aparecem como exemplo de demonstração ligada ao Asset Studio e ao Pomelli.

Medição moderna teve foco em dados, causalidade e visão única

A parte de medição foi organizada em torno de qualidade dos dados, causalidade e visão única. O Google apresentou ferramentas e conceitos ligados a dados próprios, tags, CRM, eventos, Data Manager, Gateway da Tag, Central de Dados do Google, Meridian e Google Analytics 360.

Na leitura do Google, dados funcionam como combustível para crescimento na era da IA. A empresa também anunciou a chegada do Meridian, seu Marketing Mix Model de código aberto, ao Google Analytics 360, com foco em unificar insights, medir desempenho causal e prever cenários de investimento.

O Google também citou Qualified Future Conversions, ou Conversões Futuras Qualificadas, como sinal para ligar investimento de funil superior a vendas futuras por meio de sinais como buscas de marca. A proposta é ajudar a identificar valor que não aparece nos primeiros dias da campanha.

Um problema citado no evento é a dispersão de informações: empresas podem ter dados espalhados em cinco ou seis ferramentas desconectadas. Essa fragmentação dificulta a leitura de jornada, conversão e retorno real de mídia.

Para a Brunna Sousa, essa é uma das partes mais importantes para pequenas e médias empresas: sem CRM, tags e eventos bem configurados, a campanha pode até gerar sinais, mas a decisão continua no escuro. Por isso, a auditoria da estrutura de dados passa a ter peso comercial, não apenas técnico.

O evento também citou aumento de 40% em estudo de MMM com a TransUnion. Como a metodologia completa não está detalhada na apuração do evento, o número entra como referência do estudo apresentado, não como regra universal.

Conversões Futuras Qualificadas mostram janela longa de resultado

As Conversões Futuras Qualificadas aparecem relacionadas a sinais de intenção que podem ocorrer até seis meses antes da conversão. O objetivo é ajudar a identificar valor de longo prazo que não aparece nos primeiros dias de campanha.

O caso Crew Clothing foi usado como exemplo. Segundo os dados divulgados, a campanha parecia estagnada nos primeiros 30 dias. Depois, as Conversões Futuras Qualificadas revelaram 70% mais conversões de longo prazo. O caso mostra uma leitura de janela longa, não uma promessa de recuperação para campanhas estagnadas.

O evento também registrou que apenas 40% das conversões de Demand Gen ocorrem nos primeiros 30 dias. A consequência prática é ajustar a janela de análise ao tipo de campanha. Isso não significa manter uma campanha ruim sem avaliação; significa separar leitura de curto prazo e impacto de demanda ao longo do tempo.

Também foram citados dados próprios com 11% de ROAS incremental e o caso Dr. Martens, com 16% de aumento de receita. Esses números entram como exemplos apresentados no evento e devem ser avaliados à luz de cada conta, setor, rastreamento e modelo de mensuração.

Ask Advisor representa a entrada dos agentes na rotina de marketing

Na parte de agentes, o Google apresentou recursos ligados à execução de tarefas e suporte à operação de marketing. O evento citou Gemini Spark como agente pessoal 24 horas e Google Antigravity como exemplo de agentes aplicados ao desenvolvimento, com redução de ciclos de lançamento de trimestres para meses.

O produto mais ligado à publicidade é o Ask Advisor. Segundo o Google, ele é um agente de IA que une ferramentas de marketing em uma experiência integrada. A ferramenta trabalha entre Google Ads, Google Analytics, Merchant Center e Google Marketing Platform para oferecer recomendações personalizadas e proativas.

O Ask Advisor pode puxar dados do Merchant Center para ajudar a configurar uma campanha no Google Ads, além de usar dados de Google Ads e Google Analytics para explicar resultados e recomendar próximas ações. A ferramenta está em beta para contas em inglês, com novos recursos previstos para os meses seguintes. Para empresas brasileiras, o uso prático depende de disponibilidade futura informada pelo Google.

Na parte de modelos e agentes, os dados também registram Gemini 3.5 Flash com geração de tokens 4 vezes mais rápida. O dado foi apresentado como ganho de velocidade operacional, não como garantia automática de qualidade do resultado.

Google também destacou conteúdos e iniciativas após o Marketing Live 2026

Além da apresentação principal, o evento cita conteúdos e iniciativas complementares. O Accelerate with Google aparece como hub com gravações, lançamentos, treinamentos e próximos passos. O Google Ads Help também direciona usuários para o Accelerate with Google para acessar sessões, anúncios de produto e ferramentas de crescimento.

O Ads Decoded aparece como conteúdo de interpretação pós-evento, com explicações sobre Pesquisa, criativos, medição e velocidade de adoção. O Google Ads Impact Awards foi citado como premiação e camada de prova prática, com cases de uso real de IA e Google Ads.

Entre os cases adicionais registrados na apuração do evento estão Royal Bank of Canada, com 76% mais solicitações de cartão aprovadas e 341% mais alcance, e Learning Care Group/Wpromote, com 331% mais inscrições e retorno 49% maior por dólar. Como nos demais exemplos, os percentuais indicam resultados apresentados pelo Google em contextos específicos de campanha, não benchmarks gerais de mercado.

Principais ferramentas e recursos citados

Para evitar que a lista de produtos vire um catálogo, os principais nomes técnicos do evento podem ser lidos por função dentro da operação de marketing.

Função Ferramentas e recursos citados
Busca e IA Pesquisa Google, Visão Geral Criada por IA, Modo IA, Gemini, Gemini 3.5, Gemini 3.5 Flash e Gemini Omni.
Mídia paga IA Max para Pesquisa, Performance Max, Briefing de IA e ROI Essentials.
YouTube e demanda YouTube, Pergunte ao YouTube, Demand Gen, Google Maps, Gmail e Discover.
Comércio UCP, Carrinho Universal, Mapa de Compras, Google Pay, GPay e Carteira.
Criação Asset Studio, Pomelli, Veo, Nano Banana, Product Studio, YouTube Studio, Adobe e Canva.
Medição e dados Meridian, Google Analytics 360, Gateway da Tag, Gerenciador da Tag, Central de Dados do Google, API Data Manager universal, Pesquisas de Marca com Atribuição de Conversão e Conversões Futuras Qualificadas.
Agentes Ask Advisor e recursos ligados à execução assistida por IA em marketing.

O que muda para empresas

Os anúncios do Google Marketing Live 2026 indicam que a operação de marketing passa a depender de mais sinais técnicos dentro das plataformas do Google.

Na busca, a mudança está ligada à Visão Geral Criada por IA, ao Modo IA e ao uso de consultas mais longas, contextuais e multimodais. Para aparecer nesses ambientes, empresas precisam ter páginas capazes de responder dúvidas específicas, com informações claras sobre produto, serviço, preço, localização, diferenciais, disponibilidade e próximos passos.

No Google Ads, a mudança aparece em ferramentas como IA Max para Pesquisa, Performance Max e Briefing de IA. Esses recursos usam dados de campanha, páginas de destino, criativos, objetivos, sinais de conversão e informações de marca para adaptar anúncios a intenções de busca mais amplas.

No YouTube, a operação passa a envolver Demand Gen, criadores, vídeos de produtos, Shorts, feeds e sinais de intenção. O evento apresentou o YouTube como ambiente de descoberta e performance, não apenas como canal de vídeo. Isso coloca criativos, vídeos curtos, produtos e dados de audiência dentro da mesma lógica de campanha.

No comércio, os anúncios envolvendo UCP, Carrinho Universal, Direct Offers, Google Pay, GPay e recursos de checkout mostram uma aproximação maior entre produto, estoque, pagamento e conversão. Para varejistas, os dados de produto, preço, disponibilidade, frete, conta e checkout passam a ter papel mais técnico dentro da jornada.

Na medição, ferramentas como Data Manager, Gateway da Tag, Central de Dados do Google, Meridian, Google Analytics 360 e Conversões Futuras Qualificadas reforçam a necessidade de eventos, tags, CRM, dados próprios e leitura de resultados em janelas mais longas.

Em termos técnicos, o evento mostra que campanhas com IA dependem menos de ajustes isolados e mais da qualidade da estrutura que alimenta os sistemas: páginas de destino, criativos, feeds, eventos de conversão, dados próprios, CRM, tags e mensuração.

Checklist prático para empresas

Antes de ampliar investimento em automação ou testar todos os recursos anunciados, a empresa deve revisar a base que alimenta campanhas, SEO, conteúdo e mensuração. O checklist abaixo organiza essa revisão por área para facilitar a aplicação.

Site e conteúdo

  • Conferir se as páginas de destino explicam bem produto, serviço, preço, diferenciais e próximos passos.
  • Adaptar conteúdos para perguntas mais longas e contextuais, não apenas para palavras-chave curtas.

Dados e CRM

  • Revisar tags, eventos de conversão e integração com CRM para evitar decisões com dados incompletos.
  • Organizar dados próprios, listas, leads, vendas e informações de clientes que possam melhorar sinais de campanha.

Criativos

  • Atualizar vídeos, imagens e textos para dar mais variações às campanhas com IA.
  • Garantir que os criativos expliquem a oferta, não apenas tenham boa aparência.

E-commerce

  • Revisar feed de produtos, estoque, preço, frete, disponibilidade e checkout.
  • Conferir se dados de produto e experiência de compra estão consistentes entre site, campanha e plataforma.

Medição

  • Separar métricas de curto e longo prazo, especialmente em campanhas de YouTube, Demand Gen e prospecção.
  • Conectar leitura de mídia com venda real sempre que houver CRM, loja, pedido ou atendimento comercial.

O que precisa de cuidado na leitura dos anúncios

Nem todos os recursos têm disponibilidade global informada. O Carrinho Universal e recursos de checkout com UCP, por exemplo, foram descritos com mercados e fases específicas. Por isso, o texto não deve afirmar que tudo já está disponível no Brasil quando o Google não informa isso.

Os dados de performance também devem ser tratados como resultados ou médias apresentados pelo Google, não como garantia para qualquer empresa. Resultado real depende de conta, histórico, produto, oferta, página, orçamento, concorrência, criativos, rastreamento e qualidade da mensuração.

Outro cuidado é não misturar ferramentas diferentes. IA Max está ligada à expansão e adaptação na Pesquisa. Performance Max trabalha automação multicanal. Briefing de IA funciona como camada de controle e orientação de marca. Demand Gen conecta canais visuais e sinais de intenção. Meridian e Analytics 360 entram no bloco de medição.

O mesmo vale para comércio agêntico. O tema não se resume a IA comprando por você. Ele envolve protocolo, estoque, dados de loja, fidelidade, pagamento, carrinho, checkout e controle do comerciante.

Com esses cuidados, a leitura do evento fica menos centrada em promessa de ferramenta e mais próxima do que ele realmente apresentou: uma reorganização da operação de marketing em torno de IA, dados, criativos, comércio e mensuração.

Resumo técnico do evento

O Google Marketing Live 2026 apresentou uma estrutura de marketing baseada em IA, com foco em Pesquisa com IA, anúncios mais contextuais, YouTube como canal de performance, comércio agêntico, criativos em escala, dados próprios, medição avançada e agentes de marketing.

Os principais produtos e recursos citados foram IA Max, Performance Max, Briefing de IA, Demand Gen, UCP, Carrinho Universal, Asset Studio, Pomelli, Meridian, Google Analytics 360, Conversões Futuras Qualificadas e Ask Advisor.

Os principais dados envolveram escala da Pesquisa com IA, crescimento do Modo IA, desempenho de IA Max, resultados de Demand Gen, influência de criadores no YouTube, Mapa de Compras com mais de 60 bilhões de ofertas, dados próprios com ganho de ROAS e cases como Lufthansa, IKEA, GM, Allianz, Coach, GAP/KATSEYE, Crew Clothing e Dr. Martens.

O conjunto de dados citados no evento inclui ainda a geração de tokens 4 vezes mais rápida no Gemini 3.5 Flash, o crescimento de buscas exploratórias, o retorno atribuído à Pesquisa Google, a presença de Google e YouTube em jornadas de descoberta e indicadores de ROAS de longo prazo no YouTube. Em conjunto, esses pontos reforçam que a cobertura do Google Marketing Live 2026 deve ser lida como registro factual dos anúncios, dados e recursos apresentados, sempre com atenção à disponibilidade, metodologia e contexto de aplicação.

Perguntas frequentes

Brunna
Escrito por

Brunna

Prazer, sou a Brunna, especialista em SEO desde 2017. Comecei minha trajetória no mercado de afiliados, onde conquistei mais de R$80.000 utilizando apenas estratégias de tráfego orgânico.

Hoje, aplico meu conhecimento gerenciando e otimizando sites de grandes empresas do mercado.

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